No último de três dias de greve, com adesão muito elevada, a Fiequimetal e o SITE Sul emitiram um comunicado, a saudar todos os trabalhadores do terminal de GNL de Sines, pela coragem e determinação demonstradas, numa luta que não pode parar.
Exige-se, como se recorda no comunicado, disposições semelhantes às fixadas no ACT 2000, para o acesso à pré-reforma, e a eliminação das diferenças salariais existentes entre trabalhadores que desempenham as mesmas funções.
Apesar de a Administração da REN ter tido o atrevimento de não respeitar o acordo de serviços mínimos alcançado no Ministério do Trabalho, os trabalhadores não vergaram e responderam com firmeza.
A Administração da REN faz uma interpretação abusiva dos serviços mínimos, procurando que estes fossem serviços máximos, indo ao ponto de considerar o funcionamento do mercado como «de natureza impreterível» e, para isso, contou com a conivência e os expedientes dos governos da República e da Região Autónoma da Madeira.
Ainda assim, os níveis de adesão permanecem muito elevados, desde o início da greve, e foi residual o número de cisternas abastecidas.
Problema que urge resolver
Administração e Governo revelaram receio das consequências da greve no abastecimento, mas têm é de se empenhar na resolução de um problema estrutural que vai, a médio prazo, afectar o funcionamento da instalação. Os problemas de saúde e o absentismo vão agravar-se, como consequência de quase 47 anos de trabalho em turnos, caso estes trabalhadores entrem na reforma na idade legal geral.
Nos próximos dias os trabalhadores irão reunir-se para avaliar a fase seguinte neste processo de luta.
Fonte: FIEQUIMETAL
