Na reunião negocial de ontem, para a actualização salarial anual, a administração da REN insistiu em manter o passo lento. Isto levou a Fiequimetal a reforçar o apelo a todos os trabalhadores, para que se mantenham unidos, independentemente da sua filiação sindical, lutando pelo que é seu por direito, isto é, um aumento justo dos seus salários.
A Comissão Intersindical iniciou a reunião com assertividade, como se refere num comunicado que hoje emitiu. Reafirmando uma postura negocial séria, comunicou à Comissão Executiva da REN a sua disponibilidade para executar uma alteração expressiva na posição assumida na última reunião, desde que a parte patronal adoptasse a valorização salarial esperada.
Lamentavelmente, os representantes da administração insistiram em manter o passo lento e limitaram‑se a alterar ligeiramente a sua proposta.
Perante este cenário, a Fiequimetal viu-se obrigada a adoptar a mesma estratégia de «devagar, devagarinho». Mantendo sempre uma postura negocial, alterou a sua proposta para um aumento salarial de 120 euros e de 9,5% nas figuras de expressão pecuniária, como resposta à parca movimentação da administração.
Esta, por sua vez, alterou o aumento mínimo para 48 euros, mantendo 2,3% na tabela salarial, na remuneração por antiguidade e no prémio de 25 anos, e passando para 2,6% nos tectos dos turnos, nos tectos da disponibilidade e nas ajudas de custo. Acrescentou nesta diferenciação o subsídio de alimentação.
A Comissão Intersindical (SITE Norte, SIESI, SITE CSRA, SITE Sul e SITE C-N) continua a afirmar que a REN precisa de ir ao encontro das preocupações dos trabalhadores, especialmente numa época de instabilidade e flutuação de preços.
O custo de vida tem aumentado exponencialmente. E temo bem presente que a CE da REN enalteceu as contas consolidadas e a estabilidade da empresa — estabilidade essa que é alcançada com o profissionalismo e a dedicação dos trabalhadores.
Fonte: Fiequimetal
