A 30 de Março de 1976, os trabalhadores palestinianos convocaram uma greve geral para combater a expropriação das suas terra por parte de Israel. Um momento de luta dos trabalhadores e do povo palestiniano que foi fortemente reprimido pelo exército israelita.
50 anos depois, Israel continua, intensifica e alastra a ocupação da Palestina e o genocídio do seu povo. São mais de 75 mil mortos na faixa de Gaza, onde se contam 543 trabalhadores humanitários, 1772 trabalhadores da saúde assassinados, 280 jornalistas, assassinados no exercício das suas funções. Na faixa de Gaza o emprego está praticamente destruído. Mais de 98% da terra arável está destruída ou inacessível. A autorização de mais de 6000 unidades habitacionais na Cisjordânia por Israel, enquanto multiplicam-se a demolição de casas de palestinianos e o seu desalojamento dá conta da limpeza étnica em curso.
Enquanto isto agrava a ocupação da Síria e do Líbano, onde dois membros da força de paz das Nações Unidas foram assassinados e, com o seu aliado EUA, avança com uma forte campanha de bombardeamentos contra o Irão.
Israel e os EUA confirmam o seu estatuto de maiores ameaças à paz e à estabilidade na região. Torna-se cada vez mais evidente de que a concretização de uma Palestina livre, independente e soberana é condição essencial para a paz no médio oriente.
Neste Dia da Terra Palestina, os trabalhadores e o povo português saíram à rua em Lisboa, denunciando os crimes de Israel, exigindo o fim do genocídio e da ocupação, o fim da agressão contra o Irão, o Líbano, a Síria, o Iémen e a concretização de uma Palestina livre, independente e soberana, com a sua capital em Jerusalém Oriental e as fronteiras de 1967, como preconizam as sucessivas resoluções das Nações Unidas.
A CGTP-IN está, como sempre esteve e estará, solidária com o povo palestino e presente na luta na defesa e concretização dos seus direitos.
INT/CGTP-IN
30.03.2026
