A CGTP-IN, em conjunto com organizações do movimento pela paz, lança o apelo “Todos pela Paz | Solidariedade! Soberania! Paz!”.

Num momento em que aumentam os perigos com o imperialismo elevando a escalada armamentista, as tensões, conflitos e a guerra, tentando contrariar a perda relativa dos EUA e dos seus aliados da NATO, da União Europeia e do G7 e perpetuar a rapina dos recursos naturais e o domínio de rotas comerciais, a intensificação da solidariedade com os povos vítima de guerra, ingerências e sanções, pela paz é cada vez mais urgente.

A escalada da guerra serve ao aumento da exploração e a política de baixos salários, ao ataque aos direitos de quem trabalha, à especulação, o aumento dos preços, ao acumular de lucros cada vez maiores em cada vez menos mãos. 

A CGTP-IN reafirma que a luta dos trabalhadores pelo aumento dos salários, pela redução dos horários de trabalho, pela defesa e conquista de direitos, pela melhoria de condições de vida e trabalho está por isso intrinsecamente à luta por um mundo de paz, solidariedade, cooperação e justiça social. Pelo fim da exploração do homem pelo homem.

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Todos pela Paz 
Solidariedade! Soberania! Paz! 

Vivemos um tempo com sérios riscos para a Humanidade e que exige uma forte mobilização e acção em solidariedade com os povos que defendem e lutam pelos seus direitos e soberania, em prol da Paz e da cooperação.

Com a escalada belicista e as constantes violações dos princípios da Carta das Nações Unidas e do direito internacional promovidas pelos EUA, a NATO e os seus aliados, desde logo Israel, milhões de pessoas são atormentadas pela guerra, pela agressão, por bloqueios e sanções, pela ingerência e a desestabilização. A não ser contrariada, esta escalada coloca o perigo de um conflito generalizado de trágicas proporções. 

A escalada belicista é responsável pelo enorme aumento das despesas militares e o desenvolvimento de armas cada vez mais sofisticadas e destrutivas – incluindo armas nucleares, drones, a militarização do espaço e a utilização da robótica e da inteligência artificial para fins militares –, o que para além das gravosas e ameaçadoras consequências que representam para os povos, alimentam poderosos complexos militares-industriais. 

Portugal deve afirmar a sua soberania e independência nacional e exercer uma política externa de paz e cooperação. Não pode ser associado e subordinado à política belicista dos EUA, da NATO e da União Europeia. 

Queremos a Paz! Não aceitamos a inevitabilidade do militarismo e da guerra! 

Conscientes de que a Paz é um direito fundamental dos povos, sem o qual nenhum outro direito estará garantido, alertamos para os sérios perigos da presente escalada belicista e para a urgência de parar este desastroso rumo e de garantir o presente e o futuro da Humanidade e convidamos a que se associem a este Apelo, exigindo: 

• A concretização dos direitos nacionais do povo palestiniano e a Paz no Médio Oriente – Fim ao genocídio do povo palestiniano! Fim à guerra contra o Líbano! Fim à expulsão das populações das suas casas e terras, fim à ocupação por Israel! Fim à agressão contra o Irão! 

• O respeito da soberania e dos direitos dos povos da América Latina e Caraíbas – Fim à escalada de agressão, às ameaças, aos bloqueios, às sanções e a outras medidas coercivas contra Cuba, a Venezuela e outros países! 

• A Paz na Europa e no mundo – Fim às guerras na Ucrânia, no Sudão, na Região do Sahel e em todo o mundo! Fim à ocupação de territórios do Sara Ocidental, pela concretização do direito à autodeterminação do povo sarauí! 

• A melhoria das condições de vida dos trabalhadores, das mulheres, dos jovens, dos idosos, dos povos; o aumento dos salários e das pensões, o reforço dos serviços públicos da saúde, da educação, da segurança social; o direito à habitação – Basta de mais dinheiro para o militarismo e a guerra! Basta de ataques às condições de vida! 

• O cumprimento dos princípios da Carta das Nações Unidas, do direito internacional e da Ata Final da Conferência de Helsínquia – Rejeitando a ameaça e o uso da força nas relações internacionais! Defendendo a solução negociada e pacífica dos conflitos! 

• O cumprimento dos princípios da Constituição da República Portuguesa, o direito à autodeterminação dos povos, a não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança coletiva – Não ao alinhamento do Governo português com a confrontação, a militarização e a guerra! 

• O desarmamento geral, simultâneo e controlado, e a abolição das armas nucleares – Não à escalada armamentista dos EUA e da NATO e à militarização da União Europeia! 
• A promoção da solidariedade, da cooperação e da amizade entre os povos e a defesa do direito à Paz, condição essencial para a garantia dos direitos dos trabalhadores e dos povos, do desenvolvimento, da justiça e do progresso social, da igualdade, da segurança e do bem- estar da Humanidade! 

Apelamos a que se associem a este Apelo, que se empenhem na mobilização em prol da Solidariedade, da Soberania e da Paz e que desenvolvam acções em torno destas exigências! 


Primeiras organizações subscritoras:
Associação Conquistas da Revolução
Associação de Amizade Portugal-Cuba
Associação Portuguesa de Juristas Democratas
Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional
Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos – MURPI
Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto
Conselho Português para a Paz e Cooperação 
Fundação José Saramago
Juventude Operária Católica
Movimento Democrático de Mulheres
Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente
Porta-a-Porta
Projecto Ruído - Associação Juvenil
União de Resistentes Antifascistas Portugueses
Vida Justa