No momento em que se assinalam os 50 anos do golpe militar que instaurou a última ditadura militar na Argentina, os trabalhadores e o povo argentino voltam a sair à rua para exigir memória, verdade e justiça.

Inserida no programa de comemorações organizado pelas centrais sindicais argentinas, a CGTP-IN marca presença nas iniciativas que decorrem por estes dias e que têm, neste 24 de março, um ponto alto de mobilização em todo o país.

Ao longo de dois dias de debates e colóquios sob o lema “50 anos do golpe de Estado. Resistimos à ditadura de ontem e ao fascismo de hoje”, a CGTP-IN participou numa mesa de organizações sindicais, onde expressou a solidariedade dos trabalhadores portugueses neste momento histórico.

Atualmente, os trabalhadores argentinos enfrentam uma intensa luta contra uma reforma laboral imposta pelo governo de Javier Milei. Esta proposta, que visa aumentar a precariedade, alargar os horários de trabalho e fragilizar a organização sindical, tem encontrado uma forte oposição por parte dos trabalhadores.

Cinco décadas após o golpe militar, que fez desaparecer 30 mil pessoas, os trabalhadores voltam a encher as ruas numa das mais significativas mobilizações de memória e resistência.

A CGTP-IN reafirmou a sua solidariedade com o povo e os trabalhadores argentinos, na luta por melhores condições de vida e de trabalho, bem como pela memória, verdade e justiça. 

INT/CGTP-IN
25.03.2026