O compromisso do acordo alcançado, na segunda-feira (22-06-2026), pelos sindicatos representa um sucesso inequívoco da mobilização e da dignidade laboral face à postura inicial ofensiva assumida pelo Conselho de Administração (CA) da RTP.

Relembramos o percurso desta negociação para que fique claro o poder da nossa união:

  • A provocação inicial: O CA começou por apresentar uma proposta insultuosa de, apenas, 5 euros de aumento mensal.
  • O ataque aos direitos: Essa proposta inaceitável era acompanhada por um violento corte nos benefícios sociais, nomeadamente o fim da comparticipação no Seguro de Complemento de Reforma e a eliminação do subsídio de deslocação.
  • A resposta firme: Os sindicatos e os trabalhadores rejeitaram de imediato este verdadeiro ataque aos direitos conquistados, avançando com contestações bem vincadas num plenário que há muitos anos não se via.
  • Avanços do CA na negociação: o CA assumiu em sede de negociação que a sua proposta inicial “foi bruta” e que não transmitia o que os trabalhadores mereciam. As propostas foram evoluindo no sentido positivo para os trabalhadores.
  • O resultado: Perante algumas barreiras que os sindicatos ultrapassaram com forte resiliência a Administração recuou nas suas intenções de cortes e fechou o acordo nos 57 euros de aumento salarial para todos os níveis da tabela.

O que garantimos com este acordo:

  • Aumento real: Atualização de 57 euros na remuneração de categoria,
  • Defesa dos benefícios: Manutenção de todos os benefícios conquistados no plano social e de saúde,
  •  Retroatividade: a 1 de janeiro de 2026 (pagamento em julho)
  • Atualização dos valores nas seguintes cláusulas pecuniárias:
    • Ajudas de custo nacionais: 17,30€
    • Subsídio de alimentação c/ cantina:7,80€
    • Subsídio de alimentação s/ cantina: 13,40€

Estes aumentos não resolvem todas as perdas acumuladas ao longo dos anos, mas repõem o respeito que o Serviço Público de Media e os seus profissionais exigem e merecem. 

Demonstram acima de tudo, que quando os trabalhadores se unem pelos mesmos objetivos, a gestão da Empresa obriga-se a recuar nos seus iniciais propósitos. A determinação de todos os trabalhadores foi o fator decisivo para travar a desvalorização profissional.

Os sindicatos: FE, FETESE,  SICOMP,  SINDETELCO,  SINTTAV,  SITESE,  SITIC,  SJ,  SMAV,  STT

Fonte: STT