Os trabalhadores e as populações do Algarve rejeitam o pacote laboral e avançam para a Greve Geral dia 3 de junho.
A Greve Geral terá significativos impactos na região, nomeadamente nos transportes, escolas, setor social, saúde, serviços públicos e privados. A realidade destes trabalhadores pauta-se por baixos salários, a conjugação de mais de um emprego para fazer face às desigualdades sociais, horários que não permitem a conciliação com a vida pessoal e familiar e uma vida profissional assente na precariedade e na exploração.
O pacote laboral representa o pior ataque aos trabalhadores, desde a facilitação dos despedimentos, à caducidade da contratação coletiva (ferramenta que os trabalhadores têm para melhorar as suas condições de trabalho), à maior desregulação de horários, à generalização da precariedade, ao impedimento da atividade sindical e ataque ao direito de greve.
Os trabalhadores exigem um rumo diferente para o país, com políticas de desenvolvimentoe progresso que respondam aos seus problemas concretos, desde logo o urgente aumento dos salários e pensões, o combate ao aumento do custo de vida, com o controlo dos preços de bens e serviços essenciais, a defesa, reforço e melhoria dos serviços públicos, o acesso universal à habitação.
Numa região marcada pela precariedade, exploração e desregulação completa de horários e condições de trabalho, a resposta necessária é a adesão à Greve Geral. Será a luta dos trabalhadores que determinará o futuro do Algarve e de Portugal porque o verão não pode ser sinónimo de exploração.
No dia 3 de junho, realizam-se as praças de greve em Faro (Praça Alexandre Herculano) e Portimão (Largo da Mó), às 11 horas. Apela-se à participação de todos!
Fonte: USAL/CGTP-IN
