O Grupo Lusíadas marcou faltas injustificadas e descontou 3 dias de salário aos trabalhadores que fizeram greve a 17 de Abril – é ilegal!
O CESP convocou esta Greve para os trabalhadores poderem participar na Manifestação Nacional convocada pela CGTP-IN contra o pacote laboral anunciado pelo Governo.
O Grupo Lusíadas tentou impedir os trabalhadores de aderir a esta greve, como é seu direito constitucional.
Depois de ameaçar marcar faltas injustificadas a quem fizesse greve, o Grupo Lusíadas concretizou a promessa (e ainda descontou 3 dias de salário aos trabalhadores)!
O CESP pediu uma reunião urgente com a empresa, que se realizou a 12 de Maio.
A Lusíadas vai devolver o dinheiro que descontou indevidamente aos trabalhadores, mas insiste em não reconhecer o nosso pré-aviso de greve – é inaceitável!
O argumento da Lusíadas é falso, uma vez que este pré-aviso de greve foi dirigido à Confederação Empresarial de Portugal (CIP), da qual a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) é Vice-Presidente.
Fazendo parte da Direcção da APHP, a Lusíadas não pode dizer que desconhece o pré-aviso de greve para violar os direitos dos trabalhadores!
Perante esta postura, o CESP avançará com um processo em tribunal contra a Lusíadas, além de já termos feito uma denúncia na Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) a pedir intervenção imediata.
No passado dia 15 de Maio, pedimos para reunir com a Inspectora-Geral do Trabalho para denunciar esta situação. Exigimos que a ACT condene a empresa com castigo exemplar – até porque este comportamento é recorrente no Grupo Lusíadas.
Além disso, o Grupo Lusíadas foi condenado recentemente pela ACT em milhares de euros por impedir a actividade sindical, demonstrando que lida mal com os direitos dos trabalhadores!
NÃO SE BRINCA COM O DIREITO À GREVE!
O Grupo Lusíadas age como se o Pacote Laboral já estivesse em vigor, mas não está: nem vai estar, os trabalhadores não irão deixar!
NO PRÓXIMO DIA 3 DE JUNHO, APELAMOS A PARTICIPAÇÃO DE TODOS NA GREVE GERAL CONVOCADA PELA CGTP-IN.
Recusa as propostas do Governo para perpetuar os salários baixos, desregular ainda mais os horários de trabalho e o trabalho à borla, atacar os direitos das mães e pais trabalhadores e das crianças, perpetuar a precariedade dos jovens, facilitar os despedimentos, e atacar os direitos colectivos dos trabalhadores!
