Na última reunião de negociação do Acordo de Empresa da RTP para 2026, 3ª reunião negocial, realizada no dia 28.Abr, a Administração voltou a insistir numa proposta que fica muito aquém do que é justo e necessário para os trabalhadores.

Após um intervalo, face à contestação dos sindicatos, o CA apresentou uma nova proposta de aumento salarial, para todos os níveis da tabela salarial, de 57 euros e uma actualização de 5% nas ajudas de custo a nível nacional. Todas as propostas anteriores para a Saúde e para o Seguro de Reforma foram retiradas pelo CA.

Todavia, a nova proposta do CA deixa de fora muitas das reivindicações do STT.

Os valores colocados em cima da mesa, melhoraram face às provocações anteriores (aumentos salariais de 5 euros na 1ª proposta e de 7.5 euros na 2ª), mas para o STT esta proposta continua a ser insuficiente.
Lembramos que ainda não responde à perda de poder de compra e mantêm a pressão negativa sobre matérias essenciais do acordo, como é o caso dos subsídios de refeição, do trabalho ao fim de semana, das deslocações em serviço, do trabalho nocturno e outras rubricas de penosidade laboral.

O STT considera que não é justo continuar a pedir contenção a quem todos os dias assegura o Serviço Público de Rádio e de TV.

Depois de anos de esforço dos trabalhadores e de resultados que provam a importância do seu trabalho, o que se exige ao CA da RTP é respeito, reconhecimento e uma proposta séria, capaz de valorizar carreiras, salários e condições de trabalho.

O STT mantém-se disponível para continuar a negociar, mas não aceita que a negociação seja transformada num exercício de imposição e adiamento de soluções.

É tempo do CA assumir responsabilidades e apresentar uma proposta melhorada à altura da dedicação e competência dos trabalhadores da RTP, se possível antes da próxima reunião negocial que foi marcada para o próximo dia 20 de Maio, às 14h30.

O STT continuará a acompanhar o processo negocial com firmeza, determinação e sentido de unidade com os restantes Sindicatos, defendendo uma solução que responda aos interesses dos trabalhadores e não apenas às conveniências desta gestão e/ou governo PSD/CDS.

Por aumentos salariais justos e por melhores condições de trabalho, as negociações vão ter que continuar!

Fonte: STT