Nas cozinhas centrais do Pingo Doce em Odivelas (Lisboa), a empresa mudou os horários de trabalho ilegalmente aos trabalhadores com responsabilidades parentais (horários flexíveis). Estes apresentaram-se para trabalhar no horário a que têm direito e foram impedidos de entrar — um deles foi agarrado e atirado ao chão pelos vigilantes!

O Pingo Doce ataca mães e pais que pedem horário flexível para acompanhar os filhos menores de 12 anos. A empresa não respondeu aos pedidos destes dois trabalhadores. Quando a empresa não responde, a lei determina que o horário flexível entra em vigor de imediato.

 Ontem, dia 4 de Maio, estes trabalhadores deslocaram-se para ir trabalhar nos horários a que têm direito e não os deixaram entrar!

 Um deles, com problemas físicos de saúde, chegou mesmo a ser agarrado e empurrado para o chão por vigilantes da loja, por ordem do Pingo Doce!

 O CESP, enquanto representante sindical dos trabalhadores, esteve presente e solicitou a intervenção da polícia, para tomar nota da ocorrência, e vai agir judicialmente.

 Este exemplo demonstra bem a interferência das empresas de distribuição nas propostas de alteração à lei do trabalho (Pacote Laboral), principalmente no ataque aos direitos de parentalidade.

 O Pacote Laboral ainda não está em vigor, nem vai estar — os trabalhadores não vão deixar!

Fonte: CESP