Na primeira reunião de negociação da revisão anual tabela salarial e matérias de expressão pecuniária, dia 12, a administração da REN apresentou uma proposta de 2,3%, cujos pressupostos assentam apenas na inflação verificada em 2025.

A Comissão Negociadora Sindical da Fiequimetal discorda desta visão redutora dos aumentos dos salários, como explicou num comunicado que emitiu ontem.

 Por um lado, o nível global de preços esconde que os produtos alimentares e a habitação (que representam mais de metade das despesas de um agregado familiar) tiveram em 2025 aumentos superiores à média: os produtos alimentares não transformados aumentaram 4,8% e as rendas de habitação aumentaram 5,3%.

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Por outro lado, a proposta patronal não tem em conta o aumento dos lucros em 4,8%, atingindo 159,8 milhões de euros, em 2025, uma média de mais de 13 milhões por mês!

Por estas razões, a Fiequimetal, não reformulou a sua proposta: 15% com um mínimo de 150 euros, nos salários, e 15% para as rubricas de expressão pecuniária.

Esta proposta permite uma verdadeira valorização dos salários e contribui igualmente para a recuperação do poder de compra, após as perdas acumuladas nos últimos anos.

Aos trabalhadores, é feito um apelo, para que participem, com as suas opiniões, e contribuam para a unidade entre todos, independentemente da filiação sindical.

Falar dos trabalhadores como as “nossas pessoas” — expressão acarinhada pela administração — deve significar consequências efectivas na melhoria dos salários.

São os trabalhadores o pulmão e o coração da empresa. Nos momentos mais agudos — conforme se tem verificado com as intempéries —, não faltam à chamada, dão o melhor das suas competências e vestem a camisola do trabalho, para garantirem um serviço de qualidade às populações e zelar pelo nome da empresa, como se salienta no comunicado.

Fonte: FIEQUIMETAL