A decisão do Conselho de Ministros em iniciar mais uma tentativa de privatização da TAP é uma afronta aos trabalhadores da companhia e, também, ao desenvolvimento do país.

A iniciativa do Governo PS, com o apoio do PSD, CH e IL, caso se concretizasse, representaria uma perda económica e social e mais um ataque à soberania nacional. Na verdade, esta decisão é mais um frete à União Europeia e ao grande capital que, depois de dominar e instrumentalizar empresas e sectores estratégicos, vê agora a oportunidade de lançar mãos à transportadora aérea nacional.

O contributo da TAP para a economia nacional é incontornável. Seja no plano da dinamização do turismo, no que representa de âncora para outras empresas que com ela estabelecem relações comercias, seja no plano do emprego, da fiscalidade ou mesmo das contribuições para a Segurança Social, a importância da TAP faz com que a sua hipotética privatização seja um crime económico.

O papel da TAP que liga famílias, que voa para onde estão as comunidades portuguesas e de língua oficial portuguesa, que tem de ser gerida em função de uma estratégia social e de desenvolvimento, exige que se mantenha pública e subordinada ao interesse nacional.

A CGTP-IN reforça o seu empenhamento na luta por uma TAP pública. Uma luta que é dos trabalhadores da companhia aérea, mas também de todos os trabalhadores, das populações e das comunidades.

Uma luta que conhece agora uma nova etapa, mas que não é nova. Organizados, convictos que a razão está do lado de uma TAP pública, conscientes dos exemplos das outras privatizações que levaram ao desmantelamento de empresas e sectores económicos ou os colocaram ao serviço dos lucros e dos dividendos, reafirmamos o compromisso dos trabalhadores em defesa do futuro de Portugal, em defesa de uma TAP pública e ao serviço do desenvolvimento soberano do país.

DIF/CGTP-IN
02.10.2023