Os trabalhadores da mina de Neves Corvo repudiam a falta de resposta patronal às reivindicações já apresentadas em Dezembro, onde se inclui o aumento dos salários, e admitem avançar para formas de luta.

Reunidos em plenário, em quatro sessões, nos dias 4 e 5 de Fevereiro, os trabalhadores da Somincor decidiram reiterar as suas reivindicações. Organizados no STIM, admitiram realizar em breve uma nova reunião, para acompanharem os seus representantes sindicais numa deslocação ao edifício da administração, a fim de exigir resposta positiva.

Mandataram o sindicato para o desenvolvimento da luta, com recurso à greve, caso a administração não vá ao encontro das propostas dos trabalhadores.

A riqueza cresce

Num comunicado que emitiu hoje, o STIM expressa o descontentamento dos trabalhadores, pelo facto de a administração continuar a não responder positivamente a nenhuma das propostas que integram o Caderno Reivindicativo para 2024, entregue em Dezembro.

Para os trabalhadores, cada vez o mês parece maior e o salário - mais curto. A inflação continua a diminuir o valor dos salários que, já de si, estão muito desactualizados. Mas quem trabalha tem direito a uma vida digna!

A Somincor tem, claramente, condições para satisfazer as justas reivindicações dos trabalhadores.

Só no terceiro trimestre de 2023 (últimos dados disponíveis), no Grupo, os trabalhadores produziram muito mais do que no trimestre homólogo de 2022, tanto em cobre (mais 28 por cento), como em zinco (mais 19 por cento).

Também apenas naquele trimestre, o lucro ajustado atribuível aos accionistas foi bem maior do que há um ano: 85,6 milhões de dólares, ou seja, mais 54,7 milhões, o que representa um aumento de 177 por cento.

Fonte: FIEQUIMETAL

Plenário na Somincor reitera reivindicações e aprova lutas