Pela segunda vez desde o início dos trabalhos da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Setembro, os EUA saem isolados na agressão contra Cuba. Este órgão decidiu, por esmagadora maioria, retomar a discussão sobre o criminoso bloqueio imposto a Cuba há mais de 60 anos, que foi reforçado recentemente. Este recrudescimento que agrava o carácter extraterritorial das sanções, impondo sanções aos países que mantêm relações comerciais com Cuba.

Contra a vontade dos EUA, voltaram a ser discutidos os efeitos nefastos do bloqueio sobre o povo e os trabalhadores cubanos, as consequências que a falta de combustível tem no fornecimento de energia a toda a ilha, provocando apagões cada vez mais frequentes e duradouros. Foi denunciado aumento da mortalidade infantil provocada pela falta de medicamentos, de consumíveis médicos, alimentos e produtos essenciais por causa do bloqueio. Um bloqueio que custou ao povo cubano, entre Março de 2025 e Fevereiro de 2026, mais de 8 mil milhões de dólares.
 
A administração norte-americana insiste na afronta ao direito internacional, mantendo e agravando o bloqueio com o objectivo declarado de vergar o povo cubano, impor a sua vontade sobre a ilha pela força, continuando a sua política de ingerência, agressão e instabilidade na América Latina e Caribe.

Esta votação na Assembleia Geral das Nações Unidas é mais um exemplo que Cuba não está só. Um exemplo que se vê na solidariedade que trabalhadores de todo o mundo manifestam para com Cuba e é a demonstração cabal da urgência de acabar com o bloqueio imposto ao povo cubano.

A CGTP-IN, mantém e reforça a solidariedade com o povo e os trabalhadores cubanos e com a sua central sindical, a Central dos Trabalhadores Cubano. Através da campanha “Por Cuba! Fim ao bloqueio!”, denunciando os crimes do imperialismo norte-americano, exigindo o fim do bloqueio imposto pelos EUA, o respeito do direito internacional e da soberania do povo cubano, o povo e os trabalhadores cubanos contam com os trabalhadores portugueses.

INT/CGTP-IN
13.07.2026