A saga dos trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Serpa continua.
Depois de continuarem sem receber o subsídio de natal de 2024, o subsídio de natal de 2025, os retroativos salariais desde novembro de 2022, até esta data, os trabalhadores são agora novamente confrontados com a falta de pagamento do subsídio de férias de 2026.
Acresce que ainda não existe tabela salarial para 2026, mas quando houver a mesma terá retroatividade a janeiro e a única garantia que os trabalhadores tem, é que esses retroativos também não vão ser pagos, acumulando-se ainda mais divida.
Esta situação é insustentável para quem trabalha, como, insustentável é a falta de atuação/resposta das diversas entidades, com a Segurança Social no distrito, a Autoridade para as Condições de Trabalho no distrito, a Câmara Municipal ou o próprio Patriarcado de Beja, todas elas conhecedoras da situação.
Todos tem conhecimento da situação, todos compreendem a situação dos trabalhadores, mas, rigorosamente, nenhuma entidade assume a necessidade de resolução desta situação que se traduz numa administração incapaz de resolver e cumprir as suas obrigações nomeadamente com os trabalhadores.
Está seguramente em risco a situação dos idosos e utentes das diversas respostas, devido há exaustão dos trabalhadores, admite-se que existe preocupação com o bem-estar de quem é cuidado, mas ninguém se preocupa com quem cuida.
Esta situação é insustentável, e exige-se resposta a todas as entidades com responsabilidade, seja por dar posse a uma Mesa Administrativa, seja a quem financia a instituição por protocolos de cooperação, seja a quem deveria fiscalizar as condições de trabalho, seja a quem sendo eleito tem obrigação de se preocupar com os cidadãos de Serpa, sejam utentes sejam trabalhadores.
Muito fala o Governo da importância do setor social, que não se nega, mas aqui tem um exemplo de como este setor funciona e de como as entidades públicas se comportam. É isto que defendem? Se não é porque não fazem nada?
Tudo faremos e em todas as entidades, inclusive judicial se necessário, para garantir que os trabalhadores são respeitados e os seus direitos cumpridos.
Fonte: STFPSSRA
